Assistência de Enfermagem em Quimioterapia
Enfermagem geral

Assistência de Enfermagem em Quimioterapia

A saber, neste resumo iremos conhecer de forma breve a atuação de Enfermagem em quimioterapia antineoplásica.

Em 2018 o Conselho Federal de Enfermagem, aprovou a Resolução nº 569 que Aprova o Regulamento Técnico da Atuação dos Profissionais de Enfermagem em Quimioterapia Antineoplásica, contendo as atribuições específicas, competências privativas do enfermeiro e competências do técnico de enfermagem.

Assim, de uma forma geral o Enfermeiro que atua em oncologia ele irá voltar sua assistência para à executar ações de promoção, prevenção, diagnóstico de Enfermagem, tratamento e reabilitação, bem como, cuidados paliativos e farmacovigilância das drogas antineoplásicas, na sua prática em oncologia.

Como atribuições específicas nos serviços de quimioterapia encontram-se:

  • Assegurar a qualidade da assistência prestada pelos profissionais de Enfermagem aos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico antineoplásico em ambientes hospitalar e ambulatorial;
  • Promover a humanização do atendimento a pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico antineoplásico;
  • Normatizar a consulta de Enfermagem a pacientes submetidos ao tratamento com quimioterápico antineoplásico;
  • Assegurar a observância dos requisitos básicos de biossegurança para os profissionais de Enfermagem que trabalham com quimioterapia antineoplásica com fins terapêuticos;
  • Normatizar os serviços de quimioterapia, conforme a Portaria MS/SAS Nº 3.535/98, acompanhando a evolução tecnológica de padrões internacionais de biossegurança;
  • Obedecer às normas de segurança do paciente conforme a RDC ANVISA Nº 36/2013; e
  • Assegurar controle trimestral das doenças ocupacionais através de protocolo inserido ao PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).

Competências específicas do enfermeiro em quimioterapia antineoplásica:

Fonte: RESOLUÇÃO COFEN Nº 569/2018.

Contudo, um fato interessante que posso compartilhar com vocês é que o texto da quarta competência específica do enfermeiro sofreu alteração em 2018, após o Conselho Federal de Farmácia entrou com um recurso especial, anteriormente lia-se: “Preparar e ministrar quimioterápico antineoplásico, conforme farmacocinética da droga e protocolo terapêutico”. Ou seja, anteriormente cabia ao enfermeiro sim, preparar/manipulas as drogas antineoplásicas.

Sendo questionado não a habilidade e competência do enfermeiro em ministrar ou administrar tais drogas mas, sim considerando que a manipulação de medicamentos antineoplásicos é competência exclusiva do farmacêutico.

Consulta de enfermagem antes de iniciar o tratamento

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Nesse sentido, uma das partes mais importantes da assistência de enfermagem em oncologia, é justamente a consulta de enfermagem. Tendo em vista que, neste momento o enfermeiro irá iniciar a construção de vínculo com o seu paciente e os seus familiares. Realizando a anamnese, bem como orientando sobre o protocolo de quimioterapia que será administrado, o período de intervalo entre os ciclos, explicar possíveis reações devido ao tratamento e o orientar quanto o autocuidado. Bem como, explicar sobre o fluxo da rede se assistência à saúde local, em caso de intercorrências.

Orientações

  • Ingesta hídrica (2L/dia);
  • Cuidados de higiene;
  • Prevenção de lesões em pele (risco de infecçao);
  • Hidratação da pele;
  • Possível queda de cabelo (algumas drogas antineoplásicas);
  • Ao usar o banheiro, fechar a tampa e dar descarga posteriormente;
  • Se apresentar febre maior ou igual à 37,8 procurar o serviço onde realiza o tratamento (se em horário de funcionamento), ou dirigir-se ao hospital de urgência;
  • Seguir à orientação médica em relação à de medicamentos de uso continuo;
  • Orientar sobre realizações de atividades diárias, considerando à capacidade funcional do paciente;
  • outros.

Isto posto, ponto importante, é que frequentemente o enfermeiro precisa avaliar clinicamente a rede venosa do paciente para infusão de quimioterapia, quando está é endovenosa, buscando por veias calibrosas, visíveis e elásticas à palpação. Assim, estando atendo aos riscos como:  trauma vascular, extravasamento e lesão tecidual local, flebites e infiltrações. Podendo, também indicar o melhor dispositivo para administração da quimioterapia infusional, em discussão com a equipe médica.

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Referências

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