Hipertensão Arterial Sistêmica
Saúde do adulto

Hipertensão Arterial Sistêmica

Primeiramente a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da Pressão Arterial (PA), Pressão Arterial Sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e Pressão Arterial Diastólica (PAD) ≥ 90 mmHg. Além disso, pode está associada à alteração funcional e/ou estrutural dos órgãos-alvo e alterações metabólicas.

No Brasil HAS atinge 32,5%, 36 milhões de indivíduos adultos, maior parte são idosos (> 60 anos), contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV). 2015. Em outras palavras, a HAS é a principal causa de morte no Brasil.

  • Risco Cardiovascular: é a probabilidade que uma pessoa tem de vir a sofrer de uma doença cardiovascular no futuro. Ex.: indivíduo apresenta um estilo de vida não saudável, sedentarismo e circunferência abdominal aumentada.
Quando a PAS e PAD estão em categorias diferentes, classificar pela maior.

Tipos de Hipertensão Arterial Sistêmica

Hipertensão do Avental Branco (HAB) ou do Jaleco Branco: o indivíduo apresenta valores anormais de PA no consultório, porem, normais no MAPA e no MRPA.
* MAPA – Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial.
* MRPA – Medição Residencial da Pressão Arterial.
Hipertensão Mascarada: quadro hipertensivo inverso da HAB.
Hipertensão Sistólica Isolada: se a PAS ≥140 mmHg e PAD <90 mmHg, pode ser classificada em tipo 1, 2 ou 3.
Hipertensão Arterial na Gestação.

A Pressão Arterial no adulto normotenso sem fatores de risco, deve ser medida pelo menos a cada 2 anos e anualmente, para aqueles, com PA > 120×80 mmHg e < 140×90 mmHg. Dessa forma, é recomendado aferir a pressão arterial nos dois braços inicialmente e considerar a medida do maior braço para as seguintes aferições.

Tratamento da Hipertensão

Tem como objetivo diminuição da Pressão Arterial, proteção dos órgãos-alvo, prevenir desfechos cardiovasculares e renais. No entanto, o tratamento escolhido irá depender da Pressão Arterial, da Frequência Cardíaca (FC), se a presença de lesão dos órgãos-alvo e/ou DCV estabelecida.

A terapêutica pode ser:

Não-farmacológica: controle do peso corporal, exercícios físicos regulares, padrão alimentar saudável, restrição ao consumo de sódio (5g de sódio/dia), moderação no consumo de álcool, controle do estresse, cessão do tabagismo.

Farmacológica: tem o objetivo de reduzir a morbimortalidade cardiovascular.
Portanto podem ser utilizados Diuréticos, Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA), Agentes de Ação Central, Betabloqueadores, Vasodilatadores diretos, Bloqueadores dos Canais de Cálcio, Bloqueadores dos Receptores AT1 da Angiotensina II. Em suma o esquema terapêutico dependerá do quando clínico apresentado pelo paciente e de como ele responde ao uso das medicações.

  • Hipertensão Arterial Sistêmica tipo 1 / Risco diminuído ou moderado: tratamento não farmacológico por 6 meses, no entanto, sempre avaliando a necessidade de iniciar tratamento farmacológico precocemente.
  • Hipertensão Arterial Sistêmica tipo 2 e 3 / alto risco: tratamento farmacológico + não farmacológico.
  • Se PAS de 130-139 e PAD 85/89: o inicio precoce do tratamento não farmacológico pode ser considerado.
    – O tratamento é determinado pelo médico.

Fontes:
7º Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial
http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf
Caderno de Atenção Básica Hipertensão Arterial Sistêmica (2013)

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