Envelhecimento Bem-Sucedido
Saúde do idoso

Envelhecimento Bem-Sucedido

Envelhecimento Bem-Sucedido

É sabido que ao longo dos últimos anos há uma prevalência de indivíduos idosos, no entanto o envelhecer de forma bem-sucedida é algo subjetivo, que apresentam vertentes distintas para alcançar o seu conceito. Sendo o envelhecimento o último estágio da vida antes da morte, é importante trazer qualidade de vida nesse momento. Assim, existem duas linhas distintas de pensamento que visam individualizar os aspectos do envelhecimento bem-sucedido.

Teorias

Teorias Psicossociais

Essas teorias não têm por foco a ausência de enfermidades como algo prioritário para o envelhecimento bem-sucedido. A visão psicológica, investigam os processos mentais, o comportamento e os sentimentos dos idosos. A visão sociológica, trata do impacto da sociedade nos adultos idosos e vice-versa.

  • De acordo com Baltes e Baltes, o envelhecimento bem-sucedido é como uma adaptação individual às mudanças durante o processo de envelhecer.
  • Já para Havighurts e Keith, o idoso cria estratégias de adaptação e autoavaliação, de acordo com os próprios conceitos de bem-estar diante de uma condição favorável.
  • E para Mackinlay e Trevit, o envelhecimento como jornada espiritual a qual busca encontrar o significado da vida, a esperança e a razão de continuidade do viver. Explora o envelhecimento sob os conceitos de espiritualidade, permite que as pessoas envelheçam com suas incerteza e limitações, mas, também que encontrem esperança e bem-estar.

Teoria do desengajamento: uma das primeiras teorias do envelhecimento, foi desenvolvida por Elaine Cumming e Willian Henry (1994, 1961). Entendo o envelhecimento como um processo onde o indivíduo e a sociedade, de forma gradual, desvinculam-se um do outro, para satisfação e benefício de ambos. Ocorre a transferência de poder dos mais velhos para os mais jovens. Entretanto, muitos idosos desejam permanecer engajados, satisfazendo-se quando oferece a sociedade algum serviço importante.

Teoria da atividade: se opõe a teoria do desengajamento, afirma que o idoso deve manter o estilo de vida da meia-idade, negando ao máximo a velhice. Afirma também, que a sociedade deve aplicar as mesmas normas à vida dos idosos que é aplicada aos indivíduos de meia idade. Não deve ter redução da atividade, interesse e envelhecimento (Havighurts, 1963).

Teorias Biomédicas:

Essas teorias consideram que o envelhecimento bem-sucedido se deve a minimização da deterioração mental e física e a redução da dependência. A ausência de doenças crônicas, a eliminação dos fatores de risco para enfermidades, alto nível de dependência física, mobilidade e funcionamento cognitivo adequados.

Contudo, o maior erro dessa teoria é que segrega os idosos em pessoas normais e pessoas doentes.

Rowe e Kahn separam em grupos, as pessoas com envelhecimento “habitual” (declínio físico, social e cognitivo atribuídos a idade, intensificados pelos fatores extrínsecos). E pessoas com envelhecimento “bem-sucedido”, que apresentam perdas mínimas, com pouco decréscimo no funcionamento fisiológico ou cognitivo, onde os fatores extrínsecos têm efeito neutro ou positivo. Assim, sugerem três componentes para ser bem-sucedido: ausência de doenças ou fatores de risco, manutenção física e cognitiva e engajamento social.

Fontes:
Geriatria e gerontologia básicas / [editores] Wilson Jacob filho, Elina Lika Kikuchi – Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.
Envelhecimento bem-sucedido: uma meta no curso da vida (2008).

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