Tratamento da Diabetes Mellitus
Saúde do adulto

Tratamento da Diabetes Mellitus

Objetivo

O objetivo do tratamento da Diabetes Mellitus (DM) é o controle metabólico adequado dos níveis glicêmicos e diminuição dos riscos e complicações microvasculares e macrovasculares, bem como hipoglicemia, hiperglicemia grave e cetoacidose.

Controle Glicêmico Durante o Tratamento

O cliente com Diabetes Mellitus é orientado por um profissional de saúde capacitado, sobre como realizar a automonitorização diária da glicemia capilar. No entanto, outro método utilizado é a glicemia em jejum, regularmente e o padrão-ouro é a hemoglobina glicada.

Em relação à automonitorização é recomendado a realização de no mínimo quatro medidas ao dia sempre antes das principais refeições, ao deitar e duas horas após as refeições para ajuste da insulina.

Ou seja, o ideal mesmo seria ao menos seis medidas ao dia e pelo menos uma vez ao mês durante a madrugada para identificar se há hipoglicemia noturna, principalmente em pacientes com diabetes tipo 1.

*Hipolicemia (< 70 mg/dl)

Tratamento

Não-farmacológico: alimentação adequada, atividade física regular, evitar fumo, evitar ingestão de bebidas alcoólicas em excesso e controle do peso.

Farmacológico: Hipoglicemiantes orais ou Insulina

Diabetes tipo 1: nesses pacientes é necessário a administração de insulina, prescrita em esquema de três a quatro doses de insulina (basal e prandial). Essas doses são ajustadas de acordo com as glicemias capilares realizadas antes das refeições.

Diabetes tipo 2: são utilizados hipoglicemiantes orais, sendo necessária insulina em situações eventuais de hiperglicemia grave. A saber, esses os fármacos reduzem o risco de desenvolver complicações, tem boa aceitação e diminui o aumento de peso.

O tratamento da Diabetes Melittus tipo 2 é divido em três linhas a depender de como o paciente e seu organismo se adequada à terapêutica farmacológica.

Primeira: Cloridrato de Metformina, uma Biguanida. Hipoglicemiante oral usado no tratamento da diabetes mellitus seu uso é seguro a longo prazo. Visto que, apresenta efeito neutro, reduz o peso, existe ausência de hipoglicemias e redução de eventos macrovasculares.

  • A sua ação ocorre da seguinte forma: aumenta a captação da glicose e sua utilização na musculatura esquelética, diminui a resistência à insulina e diminui a produção hepática de glicose.

Contraindicação: em pacientes com insuficiência renal, com função hepática diminuída ou quando há presença de hipóxia ou infecção intensa. Pois, uma complicação desse fármaco é a Acidose láctica.

*Solicitar glicemia de jejum e HbA1c após 3 meses de tratamento, para verificar a eficácia da terapêutica.

Segunda: Glibenclamida e Glicazida, são Sulfonilureias. São hipoglicemiantes orais utilizadas quando há a necessidade de associação de um segundo fármaco, devido ao caráter progressivo da DM.

  • A combinação de dois hipoglicemiantes orais com o mecanismo de ação diferentes provoca queda adicional na glicemia, com melhora do quadro metabólico, que é confirmado pela dosagem de HbA1C.
  • A glibenclamida e a glicazida atuam sobre as células beta, estimulando a secreção de insulina e reduzindo o nível plasmático de glicose e a HbA1c em até 2%. Entretanto, podem causar hipoglicemia e ganho de peso. Apresentam a mesma contraindicação da metformina.

Terceira: São as Insulinas de ação intermediária ou longa. Contudo, a insulinoterapia é necessária quando o controle metabólico não é alcançado com o uso do tratamento de primeira e segunda linha após 3 ou 6 meses.

Insulina

Primeiramente, você lembra o que é a insulina??

Se não, vamos relembrar: a insulina é um hormônio, produzido no pâncreas. É ela quem permite a entrada da glicose nas células para esta seja transformada em energia e assim diminuir a sua concentração de glicose no sangue, mantendo o indivíduo normoglicêmico.

  • A saber, neste post vamos falar apenas sobre as duas principais insulinas disponibilizadas pelo SUS, são elas: a Insulina de ação rápida (regular_ e as de ação intermediária (Neutral Protamine Hagedorn – NPH).

A Insulina Regular é utilizada em casos de emergência como a cetoacidose diabética, em combinação com a insulina intermediária ou de uso prolongado.

A Insulina intermediária é utilizada no tratamento de manutenção, com o fim de realizar o controle glicêmico basal.

Insulina regular e NPH

A administração da insulina é feita por Via Subcutânea. A insulina regular pode ser administrada por via intravenosa em situação que requerem efeito clínico imediato.

Fontes:
Caderno de Atenção Básica – Diabetes Mellitus 2013
Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes 2017/2018

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