Crescimento
Saúde da criança

Resumo sobre Crescimento

Primeiramente, vamos relembrar o conceito já explicado no post anterior. O crescimento é um processo continuo e dinâmico, que tem início no útero indo até o término do aumento em altura. Portanto, é um processo biológico de multiplicação e aumento do tamanho celular, visível através do tamanho corporal.

O crescimento é considerado um dos indicadores de saúde da criança pois, depende estreitamente de fatores ambientais para que ocorra de maneira adequada. Este indicador deve ser valorizado já intraútero, pois, as literaturas afirmam que alterações do crescimento fetal e infantil podem impactar de forma negativa e permanente na saúde do adulto.

O planejamento familiar, a realização de uma adequada assistência pré-natal, ao parto e ao puerpério, as medidas de promoção, proteção e recuperação da saúde nos primeiros anos de vida são condições cruciais para que o crescimento infantil se processe de forma adequada.

Para que o profissional avalie o crescimento infantil, faz-se necessário realizar a mensuração e o acompanhamento das medidas antropométricas (peso, estatura, perímetro cefálico e torácico).

Desse modo, é importante fazer o acompanhamento sistemático do crescimento e ganho de peso, para identificação de crianças com maior risco de morbimortalidade, pela sinalização precoce da subnutrição e da obesidade.

Fatores que influenciam no crescimento

Decerto, todo individuo nasce com potencial genético de crescimento, que pode ou não ser atingido, a depender das condições de vida, desde seu nascimento até a vida adulta.

Fatores intrínsecos: genéticos, metabólicos e malformações – que podem ser geneticamente determinados.

Fatores extrínsecos (ambientais): alimentação, saúde, higiene, habitação, cuidados gerias que podem restringir ou acelerar o processo de crescimento.

No geral a estatura final do indivíduo resulta da interação entre a genética e os fatores citados.

A saber, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a utilização de valores de referência para o acompanhamento do crescimento e ganho de peso, por curvas de 2006 da OMS (para menores de 5 anos) e de 2007 (para a faixa etária dos 5 aos 19 anos).

Essas curvas devem ser usadas para avaliar crianças e adolescentes de qualquer país sem descriminação, entretanto faz-se importante avaliar também as características individuais e do meio onde o indivíduo está inserido para determinação das possíveis causas para a este, está fora da curva.

O Índice de Massa Corporal – IMC faz parte do parâmetro de avaliação, pois, permite que a criança seja avaliada em relação ao peso X comprimento (< 2 anos) ou peso X altura (> 2 anos). Assim, permite determinar se o indivíduo está desnutrido ou se há comprometimento da estatura. Possibilitando identificação de crianças e adolescentes com baixa estatura, excesso de peso ou desnutrição.

Monitorização e Avaliação do Crescimento

A vigilância nutricional e o monitoramento do crescimento visam promover e proteger a saúde da criança. Quando necessário após diagnostico, realizar o tratamento precoce para subalimentação, evitar desvios no crescimento, excesso de peso.

No Brasil, o Ministério da Saúde propõe o uso da Caderneta da Criança, onde há gráficos para acompanhamento de peso, altura/comprimento, perímetro cefálico.

caderneta comprimento
Caderneta de Saúde da Criança, comprimento x idade (2013).

Fontes:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da Criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. 2002
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Agenda de compromissos para a saúde integral da criança e redução da mortalidade infantil. Brasília 2004.

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